sexta-feira, 29 de maio de 2015

ANDRÉ, AMBRÓSIO E MÁRTIRES




03/10/2014
Sonho

Sonhei que eu estava numa casa onde era a ordem franciscana, e eu me via numa sala a lavar louça numa pia, e nesta sala tinha muita gente, era como se fosse a cozinha,  e ia haver uma missa, e as pessoas que iam participar da liturgia já estavam todas com as suas vestes brancas.
Eu passava por estas pessoas e ia para outra sala, e nesta segunda sala eu via  outro grupo de pessoas que enchia a sala e todas as pessoas estavam de vestes brancas, de túnicas. Eu via um frade no meio destas pessoas, e ele também estava de túnica branca.
Eu passava por estas pessoas e entrava em outra sala de porta fechada, e nesta sala fechada eu me via sozinha e a lavar louça também numa pia, mas eis que entra uma pessoa com uma veste branquíssima, muito alva, e era como um vestido aberto no formato de uma capa, mas belo, pois tinha detalhes de elastec franzido em alguns pontos, e a pessoa entrava na sala com esta veste bem aberta me mandando vestir, e eu colocava o meu braço pelas mangas curtas que ele tinha e vestia. A pessoa ao me trazer a veste bem aberta dizia:
Olhe que mandaram para você vestir, pois você vai participar de um momento que vai ter aqui na hora da celebração.
Eu ficava curiosa e nervosa e perguntava o que ia acontecer, pois da liturgia não era porque eu vi as pessoas com as vestes da liturgia,  e dizia, como podem fazer isso, me mandar vestir esta veste sem me falar o que eu vou fazer. Como eu vou saber o que vou fazer?
A pessoa dizia:
Não é só você que vai usar esta veste, tem mais um grupo de pessoas que também vão usar e na hora vocês se apresentam.
Eu vestia a veste muito branca que abotoava na frente, pois era cheia de botões branco, e continuava a lavar a louça na pia sozinha nesta sala.
Na sala onde eu via o frade com um grupo de pessoas estava havendo alguma celebração, mas eu estava a esperar que me chamassem, e eis que a pessoa que me trouxe a veste branca entra às pressas e diz: Vem logo porque você vai participar agora.
Eu perguntava o que eu ia fazer e a pessoa dizia.
Venha logo porque você vai segurar o menino e a vela para o frade dar a benção final.
Quando eu entrava na sala eu percebia que estava havendo um batismo, e logo após seria a missa, e a minha função era segurar a criança com a vela acesa para o padre dar a benção final. Eu não gostava do que via, pois dizia, como me chamam para participar de um momento da celebração e não me avisam, me chamando só no final, eu perdi a celebração do batismo. Eu me aproximava de uma grande pia batismal que ficava no centro da sala, onde costuma ficar a mesa, e pedia a criança para segurar a vela acesa. O frade estava a pronunciar as palavras da benção. E ao redor do frade estavam todas as pessoas com vestes brancas.
Ao pedir o menino para segurar  a vela eu acordei e não sei que menino era este.
Esta casa da ordem franciscana estava de portas fechadas, a celebração acontecia de portas fechadas.


Neste sonho, após este momento na ordem franciscana eu me via na casa do sítio em Malta e  não sei explicar bem, mas eu via uns seres estranhos, que eram como filhotes e eram vários, e eu pegava uma vara de pesca para segurá-los e colocá-los num balde azul de plástico, e eis que eles se espalhavam rápido, e caminhavam pela casa e eis que sem perceber eu pisava num desses seres e ao fazer isso eu tenho um susto enorme e acordo com o susto. Estes seres tinham o corpo  como cordões e separados por dois quadrados.
Era como se fosse um vírus ou uma bactéria que agente ver num microscópio. Um formato estranho e eles eram brancos.



Obs.
À noite durante a novena de São Francisco na ordem franciscana eu fiquei sabendo que hoje é o dia de vários santos mártires, e ao ler um pouco de sua história, eu vi que há pontos de semelhança entre o martírio destes santos e o sonho.

Memória aos Bem-Aventurados André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Presbíteros e Companheiros Mártires.
03 de Outubro

Hoje celebramos a Páscoa de Cristo Jesus na páscoa do martírio dos padres André de Soveral e Ambrósio Francisco. Em 1645, juntamente com 28 leigos, morreram testemunhando a fé em Cristo no engenho de Cunhaú e Uruaçu, no Nordeste do Brasil. O martírio é o maior testemunho de fé, pois o que nos salva verdadeiramente é o amor afetivo ao próximo, bem próximo, principalmente.
Quando estudamos a história do nosso país – Brasil – nos deparamos com as invasões holandesas ocorridas no século seguinte ao descobrimento.
“Estas invasões iniciaram em 1624 até o ano de 1630 e foram dominando todo o nordeste. O Príncipe Maurício de Nassau governou Pernambuco com habilidade e atraiu a amizade dos brasileiros. Em 8 de dezembro de 1633 os holandeses chegaram à Capitania do Rio Grande (Rio Grande do Norte – hoje).
Nesta região havia o engenho de Cunhaú, importante centro da economia da capitania e no seu entorno tinha a capela de Nossa Senhora das Candeias e ao redor viviam diversos colonos e suas famílias. Em função da crise causada pelas autoridades hostis à Igreja e pela busca de novos fiéis pelos pastores calvinistas que desejavam liderar a região começou a haver muitos conflitos. O calvinismo era a principal religião da Holanda. Com o tempo esta situação transformou-se numa grande perseguição religiosa culminando com os massacres de Cunhaú e Uruaçu. Em 15 de julho chegou a Cunhaú soldados holandeses, indíos e um chefe, Jacó Rabe, com seu bando que sempre deixava rastros de violência por onde passava. Foi marcado para o dia seguinte uma convocação à população para ouvir as ordens do Supremo Conselho Holandês do Recife. No dia seguinte, domingo, 16 caiu uma forte chuva alagando toda a região, impedindo um grande número de pessoas de comparecer à esta reunião. Os fiéis chegaram em grupos de famílias para cumprir o preceito dominical onde também deveria acontecer esta reunião e, Pe. André de Soveral iniciou a missa... no momento da consagração a um sinal de Jacó Rabe foram fechadas as portas da igreja e começo um grande canificina. O Pe. André foi morto pelo índios potiguaras que não deram importância aos seus apelos em língua indígena o qual era tão versado. A forma como os fiéis morreram foram de verdadeiros mártires. Eles aceitaram voluntariamente o martírio por amor a Cristo, pois seus assassinos agiam em nome de um governo que hostilizava abertamente a Igreja Católica. Das setenta pessoas martirizadas apenas duas foram beatificadas: André de Soveral e Domingos de Carvalho.
A notícia do massacre de Cunhaú espalhou-se por todo o nordeste causando pânico na população por temer novos ataques. Pe. Ambrósio Francisco Ferro, Antônio Vilela, Francisco de Bastos, Diogo Pereira e José do Porto se refugiaram na Fortaleza dos Reis Magos, outros moradores assumiram sua própria defesa erguendo um forte na cidade de Potengi a 25 km de Fortaleza.  Jacó Rabe prosseguia com seus crimes e todos resistiram o mais que puderam, por 16 dias até que vieram as artilharias oriundas da Fortaleza dos Reis Magos e se entregaram.
Cinco reféns foram levados à Fortaleza: Estevão Machado de Miranda, Francisco Mendes Pereira, Vicente de Souza Pereira, João da Silveira e Simão Correia. Os holandeses decidiram eliminá-los levando-os rio acima para o porto de Uruaçu. Lá os esperava o indígena potiguar Antônio Paraopaba e um pelotão armado de índios. Este chefe indígena fora educado na Holanda e convertido a religião calvinista. Assim que chegaram ordenaram que todos se despissem e ajoelhassem e deram início a carnifina. Antes de receberem a palma do martírio na Glória do céu, o mínimo que lhes aconteceu foi terem olhos, orelhas e línguas arrancadas, orgãos sexuais cortados e colocados em suas bocas... ainda vivos! Os que não morreram por essas e outras crueldades começaram a ter seus membros cortados até seus corpos serem feitos em pedaços.
O contraste desta violência está na atitude serena e profundamente cristã das vítimas. A caracterização do martírio pela fé foi a presença de um pastor protestante calvinista tentando fazê-los renunciar à Igreja Católica em conversão à religião dos holandeses, mas enquanto eram massacrados confessavam em voz alta que morriam na verdadeira fé. A morte destes santos homens ocorridas em 3 de outubro de 1645,não eram por apenas perseguição política, pois não queriam trair o Rei, o soberano português, mas principalmente por não quererem cerder aos hereges calvinistas e trair a Religião Católica. Em Uruaçu foram mortos os principais moradores de Natal, calcula-se cerca de 80 pessoas.”

O texto completo é muito mais detalhado um verdadeiro retorno a história do nosso país que deixamos lá atrás nos bancos das escolas... mas nunca aprofundado desta maneira. E na Igreja Católica a memória destes mártires é pouco conhecida.


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